Estevão Lucas

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Mobile Developer na Talk Interactive
Internet | Brasília Area, Brazil, BR

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  • Sept 2011 - Present
    Mobile Developer / Talk Estratégias Digitais
  • Sept 2008 - Present
    Owner / CreativeMarkup
  • Apr 2010 - Sept 2011
    Developer / Talk Interactive
  • Jul 2009 - Apr 2010
    Front-end Developer / Monumenta Comunicação e Estratégias Sociais
  • Mar 2008 - Sept 2008
    Front-end Developer / Agência Click Isobar
  • Jul 2007 - Mar 2008
    Web Developer / Connect System
  • Oct 2006 - Jul 2007
    Front-end Developer / Agência Click Isobar

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development, web, internet, technology, planning, startup

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IE6 nunca mais?


“It’s been a good run, now please leave.”
 
Internet Explorer 6, por favor, vá embora. O IE6 está prestes a completar 10 anos, mas já deu, né? Dez anos de sofrimento, dedos cruzados, dores de cabeça, e muita impaciência.

Como desenvolvedor, já quebrei muito a cabeça para deixar um projeto redondinho para tal navegador e, como podem perceber,  tenho muitas angustias com esse assunto, mas a minha intenção aqui não é associar esse post ao meu lado pessoal, como desenvolvedor, e sim, pensar por outro lado, o lado dos mais interessados, o lado dos usuários.

A guerra dos navegadores ocorreu há muitos anos, e desde então o Internet Explorer (vencedor injusto) vem limitando nossos avanços. Já temos muitos recursos disponíveis de CSS3, HTML5 e outros, mas deixamos muitos deles de lado, por conta desses navegadores do tio Bill.

Estávamos justamente discutindo isso na empresa que trabalho: como podemos ajudar a web (e a nós, evidentemente) a riscar o IE6 da lista de navegadores que temos que dar suporte, mas não somente isso, como ajudar os usuários a entenderem o porquê disso.

Tal discussão começou justamente no momento em que a própria Microsoft, publicamente, está tentando ajudar a acabar com o uso do Internet Explorer 6.

Muitas campanhas tem sido feitas e vários usuários já se atualizaram. É evidente que tal navegador está em queda brusca de maket share.

Mas até quando vamos dar suporte a esse maldito navegador? Uma vez que grandes portais sociais, como órgãos governamentais, continuarão tendo pequena porcentagem de acessos via IE6, significando ainda alguns muitos usuários para esse navegador.

Já podemos começar a agir ou teremos que esperar mais dois, três anos ou até mais para tomarmos alguma atitude quanto ao Internet Explorer 6?

Olhando pela acessibilidade que tais portais precisam ter, é necessário que nossos projetos sejam compatíveis ao maior número possível de dispositivos, o que hoje, obrigatoriamente, inclui o navegador assunto desse post. Então como agir?

Muito já mudou desde que o Diego Eis destacou que precisamos avançar sem o IE6. Felizmente, hoje não temos todos os 35% de usuários de IE6 como tínhamos há dois anos, mas continuamos, como mencionado por ele, precisando analisar e estudar os dados de acesso de cada projeto para pensar nas medidas a serem tomadas.

Várias iniciativas já foram tomadas para ajudar a dropar o IE6 deste mundo, tais como:

  • Save IE6: De forma humorada, tenta ir pelo lado oposto, atestando, ironicamente, que o IE é na verdade é o melhor navegador de todos os tempos.
  • Dear IE6: Dê o seu adeus ao IE6, mande sua mensagem de conforto ao navegador que te fez tão bem.
  • Hey IT: Campanha de guerrilha para alertar os usuários de IE6, mas no mundo físico, imprimindo cartazes a serem espalhados pelos escritórios (Está dormindo? ACORDA)

Além de muitas outras como Twibon: IE6 Must Die, IE6ify, Browse Happy, Shockingly Big IE6 Warning

Mas a que eu gostaria de destacar é a Update your browser (Atualize seu navegador), uma campanha antiga (2008) assim como as mencionadas acima, mas que tem um fator interessante: a possibilidade real de ajudar àqueles que precisam, os usuários do Internet Explorer 6.

Eles oferecem um simples código para ser colocado nos nossos sites, fazendo com que apenas os usuários do navegador-alvo vejam uma interferência, informando que utilizam um navegador antigo, com problemas e oferece sugestões de navegadores para serem escolhidos e baixados

O uso de uma interferência para casos em que simplesmente não podemos abandonar o suporte ao browser (ou até mesmo bloqueá-los, como fez o Fábio Aquita em seu blog), já é de grande ajuda. Você deixa de simplesmente murmurar e esperar o tempo passar e parte para o ponto de ajudar ao próximo, nem que seja apenas informando que seu usuário está correndo sérios riscos de segurança.

Porém é importante lembrar, como mencionado pelo Akita, que muitos usuários continuam usando o IE6 não por que querem e gostam, mas simplesmente porque são obrigados por suas empresas.

Portanto, é interessante salientar os tipos de usuários de IE6:

  • aqueles que utilizam por não terem o conhecimento da existência de outras opções;
  • aqueles que utilizam por obrigação das empresas;
  • e o pior de todos, os que continuam usando por que não querem mudar, mesmo sabendo que existem outras opções. (a maioria dos sites ainda funciona muito bem no IE 6, então pra que diabos eu vou mudar!?”)

Nós podemos ajudar a todos esses tipos de usuários. Com uso de interferências, não tiramos o por completo o acesso desses usuários, mas os informarmos dos problemas causados e sugerimos outras melhores opções.

Então, para aqueles que podem e querem atualizar seus navegadores, oferecemos as melhores opções de navegadores (deixando por último o Internet Exporer 8 e 9).

Para aqueles que estão no regime autoritário das empresas, podemos oferecer uma opção para minimizar o problema, o Google Chrome Frame. Com este plugin, o utilizadores poderão usufruir dos recursos de renderização do Chrome, sem a necessidade de atualizar o navegador por inteiro. Além disso, apresentar as informações corporativas que a Microsoft nos oferece, o que poderá ajudar a forçar as empresas a pensarem diferente.

Já para os que vão contra a correnteza, simplesmente não aceitando atualizar seu navegador, precisamos mostrar de fato o que estão perdendo e retirar a obrigação de um site ter os mesmos recursos entre os navegadores, tirando-lhes a razão de pensar que tudo funciona da mesma maneira, independente dos browsers.

O objetivo deste texto é dizer que podemos, e muito mais que isso, devemos ajudar a mudar o rumo da web, caso desejemos deixar de fazer boring jobs.

Todos os que estão com a mão na massa (interfaces/desenvolvedores/designers), sabem o quão trabalhoso é manter sites para Internet Explorer, porém existem os que desconhecem o assunto, e desta vez não estou falando dos usuários finais, e sim dos gerentes, diretores, clientes que não sabem que tal “opção” é cara.

Precisamos informar a todos o quanto tudo isso pode custar, principalmente tratando de custo financeiro, que é o que realmente dói. O cliente quer de qualquer jeito que seu projeto funcione
em “todos os navegadores”… isso custará 20% a mais!

O Google já parou de dar suporte ao IE6 em alguns de seus serviços, além do Facebook, Basecamp e muitas outras. Por outro lado, outros ainda não pararam, mas estão usando interferências. Por que não paramos ou simplesmente apresentamos interferências também? Algo tem que ser feito!

É como a própria Microsoft diz: “Friends don’t let friends use Internet Explorer 6.”

Vamos ajudar a aniquilar o IE6. Feito isso, que venha o 7, 8… ;).

Vale lembrar que está marcado para hoje o lançamento do Internet Explorer 9.

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